"Eu nunca fui definição de nada. Sempre fui amarga e doce, espinho e rosa, papel e pedra, café e leite, carente e amável, salto e sapatilha, limão e mel, vidro e aço, coração e cerebro, carta e verso. Tudo ao mesmo tempo, sem tirar sem por, um minuto certo para ser cada coisa. Tem horas em que eu deveria ter na minha testa um ponto de interrogação cada vez que eu não entendesse algo. Um ponto de exclamação quando eu estivesse sendo realista ou irónica Uma virgula quando eu quisesse falar e falar e não parar mais. Um ponto de vírgula quando eu quisesse acrescentar algo logo depois de ter falado. Ou então um ponto final quando eu simplesmente não quisesse falar, nem ouvir nada. E acho, só acho que seria tudo bem mais fácil se fosse sempre assim."

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