“O mundo é um enorme mar. Estamos à deriva na incerteza do quase, na dúvida do amanhã e entre as entranhas dos nossos sentimentos. Somos jogados ao sabor do vento amargo e aprendemos a velejar para não sermos engolidos pelas tempestades. Vivemos sob o espelho do céu, refletindo nas nossas águas inquietas as gotas que caem de lá. O mar do mundo é o único que quando fundo não arrasa-nos, mas quando raso nos afunda. Não há como alterar o rumo, pois o mapa astral das estrelas é quem controla essa viagem destinada a não ter destino. Somos viajantes sem carteira assinada ou terra firme à vista, mas com uma paisagem a ser admirada mesmo por quem só está de passagem. A gente tenta nadar no tudo e nos afogamos entupidos de nada, seguramos no que está cheio e é o vazio quem nos salva. O mar é imprevisível, a vida também. Cada onda esconde a frequência de uma nova esperança, assim como cada instante que não se calcula pelos relógios. A travessia é o que a gente vê através dos dias, sendo banhados pela imensidão de todos os nossos momentos simples. Mesmo sem pisar em solo firme ou se firmar sobre a certeza do óbvio, o horizonte é o que nos faz continuar. E é a indefinição do horizonte que o faz mais infinito. Aquele que engole o sol, mas nos entrega a Lua para bordar as noites. Aonde o mundo acaba e a imaginação toma forma. Horizonte é literatura, mas não literalmente. O mar é entrelinhas e a poesia entre versos. Efluímos no fim do infinito, mas sempre desaguamos na eternidade.” terça-feira, 29 de janeiro de 2013
“O mundo é um enorme mar. Estamos à deriva na incerteza do quase, na dúvida do amanhã e entre as entranhas dos nossos sentimentos. Somos jogados ao sabor do vento amargo e aprendemos a velejar para não sermos engolidos pelas tempestades. Vivemos sob o espelho do céu, refletindo nas nossas águas inquietas as gotas que caem de lá. O mar do mundo é o único que quando fundo não arrasa-nos, mas quando raso nos afunda. Não há como alterar o rumo, pois o mapa astral das estrelas é quem controla essa viagem destinada a não ter destino. Somos viajantes sem carteira assinada ou terra firme à vista, mas com uma paisagem a ser admirada mesmo por quem só está de passagem. A gente tenta nadar no tudo e nos afogamos entupidos de nada, seguramos no que está cheio e é o vazio quem nos salva. O mar é imprevisível, a vida também. Cada onda esconde a frequência de uma nova esperança, assim como cada instante que não se calcula pelos relógios. A travessia é o que a gente vê através dos dias, sendo banhados pela imensidão de todos os nossos momentos simples. Mesmo sem pisar em solo firme ou se firmar sobre a certeza do óbvio, o horizonte é o que nos faz continuar. E é a indefinição do horizonte que o faz mais infinito. Aquele que engole o sol, mas nos entrega a Lua para bordar as noites. Aonde o mundo acaba e a imaginação toma forma. Horizonte é literatura, mas não literalmente. O mar é entrelinhas e a poesia entre versos. Efluímos no fim do infinito, mas sempre desaguamos na eternidade.”
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