domingo, 19 de maio de 2013

Tem dias que a saudade chega, sem permissão, sem opção. Me entrego as lágrimas e visito aquele velho álbum de fotos, que sussurra seu nome em pequenos negativos. Já faz algum tempo que filmes não são mais usados, as fotos ficaram um pouco mais sofisticadas, mas o nosso amor ainda é aquela simplicidade toda. Abuso um pouco mais do meu coração e abro um antigo baú, que guarda sonhos, camisas, livros e um velho disco de vinil. Deixo a saudade ocupar cada centímetro do quarto e sinto de leve a brisa fresca que entra pela janela, trazendo seu cheiro matinal de goiabas e café. Tá na hora de voltar, moço, pra eu me despedir da saudade e devolver aos lábios aquele velho sorriso de canto, deixando explícito aquele amor todo que eu sinto, cada vez que te ouço numa canção. 

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